As rosas são plantas de cultivo relativamente fácil. Podem embelezar qualquer jardim com suas magníficas cores e odores, em alguns casos durante longos períodos se as florações são prolongadas.
Existem diferente grupos com características bem definidas, como o porte, a época e quantidade de floração, ou o tamanho e forma das flores. Também serão necessários diferentes tipos de poda segundo se trate de um tipo ou outro. Quando se elege uma variedade, devemos levar em conta o uso que pretendemos dar, há que considerar todas estas peculiaridades para que cresça com êxito.
Contudo, existem algumas normas gerais que são aplicáveis a todos os tipos: exposição ao sol, em um lugar livre do vento mas com boa ventilação. Suportam quase qualquer tipo de solo, desde que tenha uma boa drenagem e que conte com abundante matéria orgânica, como esterco, húmus, etc.
Sobre o plantio
Cerca de uma semana antes de plantar as mudas, cave bem a terra até cerca de 40 cm de profundidade. Para cada m2 de canteiro, incorpore uma mistura de 15 Kg de esterco curtido de gado e 200g de farinha de ossos.
Existem vários tipos ou variedades de roseiras (silvestres, híbridas-de-chá, sempre-floridas, miniaturas, rasteiras, arbustivas, trepadeiras e cercas-vivas) e o espaçamento vai depender da variedade de rosa que estiver sendo plantada. É possível basear-se no seguinte:
arbustivas: 1 metro entre as mudas
trepadeiras: de 1 a 2 metros entre as mudas
cercas-vivas: 50 a 80 cm entre as mudas
híbridas-de-chá e sempre-floridas: 50 cm entre as mudas
miniaturas: 20 a 30 cm entre as mudas
rasteiras: 30 cm entre as mudas
Se o plantio for feito com mudas "envasadas" (normalmente vendidas em vasos ou em sacos plásticos), não há restrição para o plantio: pode ser feito em qualquer época do ano, mas os especialistas recomendam evitar os meses mais quentes, sempre que possível. Já para o plantio com mudas chamadas de "raiz nua", o período mais indicado vai da segunda metade do outono à primeira metade da primavera.
Logo após o plantio das mudas e até a primeira florada, regue com moderação, mas diariamente. Depois disso, recomenda-se regar uma vez por semana no inverno e duas vezes por semana no verão. Na temporada de chuvas é possível até suspender as regas. Um lembrete: a terra deve permanecer ligeiramente seca entre uma rega e outra.
De preferência, deve-se fazer de 2 a 3 adubações anuais: a primeira logo após a poda anual (entre julho e agosto); a segunda entre novembro e dezembro e a terceira entre os meses de janeiro e fevereiro. A melhor adubação é a orgânica, baseada em esterco animal, composto orgânico, farinha de ossos e torta de mamona. As quantidades, para cada metro quadrado de canteiro, são as seguintes:
20 litros de esterco curtido ou 2 Kg de composto orgânico
200g de farinha de ossos
100g de torta de mamona
Espalhe a mistura em volta das plantas e incorpore-a ao solo.
Conselhos sobre a rega de roseiras
1. Evite sempre o encharcamento: Uma roseira encharcada corre um grande risco. O excesso de água é um grave problema para a maioria das plantas; as raízes apodrecem e morrem. Este é um erro muito freqüente dos jardineiros: regar em demasia. Na rega é melhor que seja curta do que demorada.
2. É aconselhável regar pela manhã ou ao entardecer: Não o faça durante as horas de maior calor do dia.
3. Não molhe nem flores nem folhas: Posto que favoreceria as enfermidades por fungos, o maior problema das roseiras.Faça a rega ao pé da planta, com mangueiras (se plantadas em jardim), regador ou nebulizador.
As regas devem ser profundas. É melhor do que estar continuamente regando com pequenas quantidades. Além disso a rega espaçada favorece que se desenvolvam potentes raízes em profundidade. Isto sempre é bom, porque a roseira torna-se mais forte e auto-suficiente no caso de não poder ou não querer regar.
Muita gente rega três vezes por semana no verão, mas eu sou partidário de regar menos e acostumar a roseira com pouca água.
Sobre a poda
A primeira poda deve ser feita cerca de um ano após o plantio e repetida todos os anos, entre os meses de julho e agosto. Os dias frios do inverno são ideais para se fazer a poda das roseiras, tão importantes para incentivar o surgimento de novos brotos e aumentar a floração. Entre os meses de julho e agosto, faça a poda das roseiras sem dificuldades. Veja como:
A maioria das plantas necessita de podas regulares para que seu crescimento e desenvolvimento ocorram satisfatoriamente mas, sem dúvida, para as roseiras elas são indispensáveis e devem ser feitas anualmente. O período propício para se proceder a poda das roseiras é durante o inverno, entre os meses de julho e agosto. Isto porque, as roseiras entram numa espécie de sonolência quando a temperatura cai para próximo de 10 graus C.
Muito se fala, ainda, a respeito da "lua certa" para se fazer as podas. Não existe nada comprovado a respeito, todavia, não custa nada ajudar a natureza e podar as roseiras sempre na lua minguante, considerada a mais adequada.
Podas diferentes para cada tipo
Existem vários tipos de roseiras e, evidentemente, uma poda especial para cada tipo:
Poda Baixa: Ideal para rosas-rasteiras, híbridas-de-chá , sempre-floridas, miniaturas e biscuit. É considerada a poda mais drástica. Deve ser feita também, de tempos em tempos, nas roseiras trepadeiras, cercas-vivas e arbustivas, para rejuvenescer as hastes e favorecer uma floração abundante. Para realizá-la, comece fazendo uma limpeza, cortando todos os galhos secos, velhos, fracos e mal formados. A seguir, corte todas as ramas a uma altura de 20 a 25 cm, tendo como base o ponto de enxerto. Para favorecer a brotação, faça o corte em diagonal, sempre 1 cm acima da gema mais próxima.
Poda Alta: Recomendada para cercas-vivas e roseiras arbustivas. Primeiro faça uma limpeza de todos os ramos velhos, fracos e mal-formados. Depois, tomando como base o ponto de enxerto, faça a poda na altura de 80 cm a 1 metro. Deixe as hastes mais fortes um pouco mais longas e procure manter uma altura adequada ao local onde a roseira está plantada. Este tipo de poda pode ser usado também para as roseiras trepadeiras e silvestres, só que um pouco mais suave.
Poda Parcial: Indicada para roseiras silvestres e trepadeiras, que produzem hastes longas, com 3 a 4 metros de comprimento. Durante o primeiro ano de crescimento, estas hastes não florescem, sendo o período ideal para educar seu crescimento. Comece fazendo a limpeza das hastes secas, velhas e fracas. A seguir, poda-se as outras hastes, na medida de 1/3 de seu comprimento total. O restante da haste deve ficar preso ao tutor, em forma de arco, para que todas as gemas aparentes possam brotar.
__________
Bibliografia: A rosa, rainha das flores, Arnaldo Poesia, Ed. do Autor, Niterói, Rio de Janeiro, 1991.
CRISÂNTEMOS
CRISÂNTEMOS
Os Crisântemos são plantas da família
Asteraceae, de tradição de cultivo milenar nos
países asiáticos. Atualmente é a principal flor de corte
do mercado brasileiro devido a sua enorme variação
de cores e formas, à alta durabilidade pós-colheita
e à facilidade de cultivo. O crisântemo
cresce em dias longos e floresce em dias curtos.
Cultivares
Com flores do tipo simples pertencem aos grupos Reagan, Rex e
Repin; do tipo decorativo, aos grupos Polaris e Tinsel; do
tubular, 'Super White', 'Super Yellow' e 'Recital'; do tipo
pom-pom, 'Funshine', 'Funray', 'Cotton Ball' e 'Statesman'
e do tipo bola, 'Snowdown'. Os cultivares podem ser precoces
(ciclo de 7 a 9 semanas), medianos (10 a 12) e tardios (13
a 15).
Material de Pregação
Estacas apicais de 5 cm.
Substrato para enraizamento
Poroso (palha de arroz carbonizadas) e estéril (20 minutos
a 68º C).
Espaçamento
4x 4cm ou 5x5 cm entre estacas, em função da variedade.
Irrigação
Nebulização.
Luminosidade
No inverno, fornecer, a partir das 20h 45min, 2 horas de luz
intermitente, sendo 10 min de claro para 20 min de escuro.
Temperatura ideal
17° a 20º C.
Enraizamento
Mergulhar a base da estaca em solução de AIB (ácido
indol-butírico) na concentração de 1.
000 ppm no inverno e 1. 500 ppm no verão. Em seguida,
plantar as estacas em bandejas ou camas de enraizamento com
substrato. O tempo de enraizamento é de 9 a 10 dias
no verão e 13 dias no inverno.
PREPARO DO
CANTEIRO
Tratamento
do solo
A cada 3 ciclos de cultivo tratar o solo com brometo de metila
ou com vapor a 85 a 90ºC por 4 horas.
Calagem
De acordo com a análise de solo, aplicar calcário
para elevar a saturação por base a 80%. O PH ideal
para crisântemo fica na faixa de 5, 5 a 6, 5.
Adubação de plantio
Aplicar 30 kg/ha de N, 100 a 300 kg/ha de P2O5 e 50 a 150 kg/ha
de K2O. Juntamente com a adubação mineral, aplicar
40 litros/m2 de canteiro, de palha de arroz carbonizada ou similar.
Misturar muito bem com o solo do canteiro (20 cm de altura).
Adubação de cobertura
Aplicar 30 dias após o plantio, 60kg/ha de N e 50 kg/ha
de K2O; 60 dias após o plantio, mais 60kg/ha de N. A partir
dos 40 dias após o plantio, irrigar a cada dez dias (4
aplicações) com 5 litros/m2 de canteiro, de uma
solução contendo, por litro: l, 0g de N, 0, 5g
de K2O, 10mg de Mn, 2mg de B e l mg de Zn. Em plantios sucessivos,
fazer anualmente análise de solo dos canteiros, para evitar
acúmulo de sais por excesso de adubação.
Dimensões do canteiro
1, 2 m de largura x 20 cm de altura, com estacas nas bordas a cada
2, 5 m para sustentação da rede de tutoração.
Nessa dimensão de canteiros a rede deve possuir 360 malhas.
A partir da 3 semana a rede é levantada semanalmente.
Espaçamento
12, 5 x 12, 5 cm entre plantas no verão e 12, 5 x 12, 5
cm no inverno.
CONDIÇÕES
DE CULTIVO
Irrigação
Por aspersão até a 8 ou 9 semana, passado esse período,
por tubos ou tripas perfuradas.
Temperatura ideal
18° a 25ºC.
Iluminação
As lâmpadas (220V, 100W) devem ficar de 1, 8 m de altura
do nível do canteiro e distanciadas de 1, 5 m entre si;
uma linha de lâmpadas fornece luz para dois canteiros.
Indução ao florescimento
13 horas de escuro. Os canteiros são cobertos com filme
de plástico preto das 17 às 18 h do dia seguinte,
por 28 dias consecutivos.
Desponta
Para maior uniformidade das flores na haste, remover o primeiro
botão central logo no início de sua formação.
Controle de pragas e doenças
Pragas - bicho mineiro - abamectin e acephate; pulgões e
tripes - imidacloprid, bifenthrin, acephate, carbaryl, diazinon
e malathion; ácaros - abamectin, bifenthrin e fenpropathrin.
Doenças - ferrugens parda e branca - triforine e folpet;
manchas foliares por fungos - folpet e mancozeb; Botrytis sp.
- iprodione; oídio - triforine, chlothalonil e folpet;
murchas por Fusarium e Verticilium: esterilização
do solo e uso de matrizes sadias; viroses - destruição
das plantas afetadas; bacteriose - (não há bactericidas
registrados para a cultura até junho/97); nematóide
foliar - destruição de plantas afetadas, rotação
de cultura e esterilização do solo.
Fonte: Boletim 200 da IAC-SP
GÉRBERAS
GÉRBERAS
Batizada de gérbera (Gerbera jameso-ni) em homenagem
ao naturalista alemão Traug Gerber, que a descobriu
na África do Sul, esta flor de corte é uma das
preferidas dos floristas. Não é para menos: são
cerca de 20 cores, do branco ao vermelho, com a vantagem de
durar por mais de uma semana no vaso com água. Também
conhecida como margarida-do-transvaal, a gérbera floresce
o ano inteiro, mas o auge se dá na primavera e no verão.
Aproveite a época e se inspire nestas propostas da florista
paulista Sandra Leone.
A principal vantagem da gérbera é a facilidade
de cultivo. “Por ser muito parecida com o exemplar nativo,
ela vai bem até mesmo em solos pobres, já que
se trata de uma planta silvestre”. Além disso,
a exuberância das cores torna a espécie uma boa
opção para ser usada como bordadura ou forração.
Seja em canteiros, como bordadura ou forração,
uma coisa é certa quando se aposta nas gérberas:
o jardim fica colorido praticamente durante as quatro estações
do ano. De quebra, você ainda tem a opção
de levá-las para dentro de casa. Para não desfalcar
o jardim, aproveite a época de maior florescimento da
espécie e corte as flores, utilizando-as em lindos arranjos
florais.
Como cultivar em casa
As gérberas são vendidas em vasos, já em
flor. Em duas semanas, quando deixadas dentro de casa, começam
a amarelar. É a hora de replantá-las em uma
jardineira ou em um vaso maior.
As plantas vegetam bem a sol pleno, embora suportem meia-sombra.
De forma caseira, é possível multiplicar
as plantas de gérbera separando-se a touceira. Comercialmente
isto não é viável pois a planta fica
muito vulnerável ao ataque de fungos e bactérias.
As sementes produzidas pelas flores de plantas híbridas
podem germinar, mas não seguirão necessariamente
o mesmo padrão de beleza da planta mãe.
As gérberas gostam de muito adubo e terra bastante
aerada.
As regas são diárias, evitando-se excesso
de água. O prato do vaso não pode ficar cheio
de água. As raízes devem estar sempre brancas.
Quando começam a escurecer, é sinal
de muita umidade.
Há inúmeras
variedades de gérberas e outras tantas são
lançadas o tempo todo. Pode-se dividi-las em simples,
semidobradas e de olho negro. Há uma variedade bem
diferente, chamada spider, com pétalas finas e em
grande número.
Uma planta bem cuidada pode dar até 20 flores.
• Clima – as gérberas gostam de clima seco,
quente no verão e ameno no inverno. Não se adaptam
a clima quente e úmido.
• Luminosidade – a espécie precisa ser cultivada
a sol pleno.
• Solo – o tipo arenoso é ideal, devido à alta
capacidade de drenagem da água.
• Regas – uma ou duas vezes por semana, somente
em períodos secos. As gérberas não suportam
solo encharcado.
• Adubação – o nitrogênio
deve ser controlado, pois ele favorece o apodrecimento das
folhas. O produtor aduba a espécie uma vez ao ano com
adubo orgânico ou NPK, na proporção 4-10-8.
• Flores – praticamente durante o ano todo. A floração
mais bonita acontece no segundo ano do plantio.
ORQUÍDEAS
ORQUÍDEAS
Conta-se que há cerca de 3.000 anos, a Rainha de Sabá estava indecisa sobre como presentear o Rei Salomão. Afinal, o que poderia encantar um rei tão poderoso? Uma escrava lhe trouxe a decisão: "ao maior dos reis, leve um feixe de orquídeas". Passado tanto tempo, o fascínio ainda persiste e as orquídeas continuam a aumentar sua legião de fãs e apaixonados. Bem tratadas, as orquídeas produzem belas floradas anualmente. Veja aqui os detalhes básicos para cultivá-las corretamente:
Orquídeas epífitas, que não enraízam no solo, mas se fixam a troncos e outras estruturas, representam hoje mais de 90% de todas as espécies de orquídeas. Algumas podem ainda ser terrestre, ou mesmo rupículas (de crescimento em cima de pedras). Gostam, de maneira geral, de luz e regas moderadas.
O primeiro passo para cultivar uma orquídea com sucesso é a identificação correta do gênero ou espécie e o conhecimento de seu habitat de origem, para saber de suas necessidades naturais em seu meio. A partir destas informações, o cultivo de orquídeas ornamentais (como a Cattleya e a Phalaenopsis) é, ao contrário do que se pensa, uma tarefa relativamente fácil, se respeitadas as regas semanais, os critérios de exposição de luz (na maioria dos casos, luminosidade de 50%, a chamada meia-sombra e nunca sol direto) e a adubação periódica com substratos ricos e apropriados a cada fase de desenvolvimento da planta.
A Phalaenopsis principalmente, por ser uma planta conhecida por se adaptar bem em apartamentos.
Orquídeas podem ser cultivadas em vasos, placas de xaxim ou fibra de côco e ainda em madeira ou mesmo em árvores, terra ou pedra, dependendo da espécie. Podem florir, em sua maioria, uma vez ao ano, quando tratadas de maneira correta.
Mudas podem ser nutridas com uma colher de chá de farinha de osso a cada mês nas beiradas do vaso, acelerando assim seu crescimento.
Os híbridos são de maneira geral extremamente resistentes, e podem prosperar mesmo em condições adversas de cultivo, crescendo mais rápido que as espécies "naturais". Incontáveis cruzamentos de gêneros ou espécies geraram inúmeros híbridos.
Em sua maioria, orquídeas não toleram água em demasia mas geralmente gostam da presença de substrato rico e úmido. Por este motivo, os vasos jamais devem ficar sobre pratinhos que retém água, sob pena de encharcar as raízes e matar a planta.
É fundamental o arejamento das raízes, daí o uso de pedaços de xaxim ou fibra de coco como substrato, e não o pó deste. Dois anos é o tempo médio de vida útil do substrato, o qual deve ser substituído após esse período.
O pó de xaxim é normalmente usado apenas quinzenalmente sobre o substrato (salpicar uma colher de sopa). Há ainda outros substratos como a fibra de coco prensada (coxim), o esfagno, etc.
Para uma boa drenagem 1/3 do vaso deve ser preenchido com caco cerâmico. Por este motivo também é comum o uso de vasos de barro com furos nas laterais e vasos de plástico transparentes, que facilitam o contato da luz com o rizoma e acentuam o arejamento deste. A drenagem pode ser feita mantendo o vaso ou placa de xaxim pendurado por arames e pendendo numa inclinação de 45 graus. De maneira geral, plantas penduradas estão mais protegidas de doenças e pragas.
Uma planta florida pode permanecer dentro de casa, perto de uma janela com boa fonte de luz, sempre evitando o sol direto. Durante esse período, deve-se molhar o substrato, dependendo da umidade ambiente, mas com rega bem moderada e jamais molhando as flores.
Após o fim da floração, pode-se fazer a retirada manual das flores secas e podar a haste com tesoura esterilizada em fogo.
Luz
A exposição direta à luz solar causa queimaduras nas folhas da maioria das orquídeas. A condição de iluminação mais recomendada é a de 50 a 70% de sombra, que é obtida ao cultivar as orquídeas sob árvores, telados ou ripados. Varandas ou áreas de serviço de apartamentos também são bons locais, mas é preciso cuidado, nesses casos, para que as orquídeas recebam o sol da manhã. Alguns especialistas afirmam que em apartamentos, os melhores lugares para as orquídeas são atrás da janela do banheiro ou um terraço envidraçado, onde há luz filtrada. Para saber se as condições de iluminação estão adequadas, é só observar a planta: folhas amareladas indicam excesso de luz; já as folhas estreitas, longas e de cor verde bem escura indicam iluminação deficiente. Plantas como Vanda, Dendrobium, Cymbidium e várias espécies de Oncidium suportam luminosidade mais intensa, enquanto que Phalaenopsis, Miltonia, Laelia e Pumilan preferem baixa luminosidade.
A intensidade de luz que cada espécie necessita varia de planta para planta. O Dendrobium, por exemplo, gosta de luminosidade em 60% e até mesmo um sol fraco nas primeiras horas da manhã. Outras, como o Paphiopedilum, Miltôneas colombianas e diversas microorquídeas são plantas que não suportam bem temperaturas e luminosidade muito elevadas e devem ficar sempre em condições de sombra.
As orquídeas podem vegetar na sombra, meia sombra, luminosidade intensa e pleno sol (raras exceções).
De modo geral as orquídeas não devem receber luz solar direta, com exceção dos primeiros raios matinais
Temperatura
A maioria das orquídeas toleram variações de temperatura entre 10 a 400 C, mas a temperatura ideal fica em torno de 25 graus. Orquídeas como Phalaenopsis e Vanda preferem temperaturas mais altas, enquanto que as Miltonias, Cymbidiums, e Paphilopedilum se dão melhor com temperaturas mais amenas.
Vasos e substratos
Recomenda-se evitar o uso de vasos muito grandes. Pode-se usar tanto os vasos de barro como os de plástico, mas as fibras de xaxim (não confundir com pó de xaxim) são ainda o substrato que dão melhores resultados. Atualmente também há a opção da fibra de coco, igualmente eficiente e mais ecológica. Certas espécies de orquídeas, como Cattleya walkeriana, C. Nobillor, C. Schilleriana, C. Acladiae e a maioria das espécies de Oncidium desenvolvem-se melhor sobre placas xaxim ou pedaços de casca de madeira do que em xaxim desfibrado.
A Rega
Em umorquidário deve ser moderada e você deve estar sempre atento ao nível de umidade no substrato para cultivar com sucesso a sua planta.
Não há uma fórmula única de rega para todas as orquídeas. No entanto, de acordo com o substrato, você pode adotar algum padrão. Em substratos como a casca de madeira ou a piaçaba, a rega pode ser diária, enquanto as plantas em substrato em pó, podem ser regadas semanalmente.
Orquídeas adoram umidade no substrato, mas não toleram água estagnada no fundo do vaso. Por isto, pires ou pratos debaixo do vaso jamais. O substrato da planta deve estar levemente úmido, mas nunca encharcado.
Água acumulada no fundo dos vasos faz raízes da planta apodrecerem, comprometendo fatalmente sua orquídea. O uso de vasos e placas de fibra de coco (ou xaxim) pendurados em 45 graus facilita a drenagem da água, assim como o uso de pedra de brita de até dois centímetros no fundo do vaso.
Regue com maior abundância durante nos dias quentes. Nas estações mais frias, reduza ou interrompa a rega.
Muita umidade também favorece o aparecimento de fungos e nematóides, que têm a capacidade de entrar em dormência por meses ou até anos nos vasos. Daí a predileção do cultivo de orquídeas em locais arejados.
A água deve ser borrifada de preferência no início da manhã, uma vez por semana se a planta estiver em local úmido. O uso de borrifador é o ideal, pois regadores e mangueiras espirram muita água, passando fungos ou vírus de uma planta para outra e removendo os nutrientes.
Muitas orquídeas conseguem retirar parte das suas nescessidades diárias de água de que precisam do ar. Por isto é uma boa idéia manter orquídeas próximas a aquários, que aumentarão sutilmente a umidade do ar.
Em alguns casos, recomenda-se antes da rega levantar o vaso com cuidado e perceber seu peso, para saber se a rega é necessária ou não. Em plantas presas em placas de xaxim as regas costumam ser mais frequentes, visto que o tempo de secagem da placa é mais rápido.
Podas e cortes
Em orquídeas são aplicados apenas para retirada de folhas mortas, secas ou com doenças, podas de hastes florais já secas, divisão da planta ou ainda para retirada de novos brotos (os chamados keikis).
A ferramenta de poda deve ser preferencialmente uma tesoura de jardinagem pequena, sempre esterilizada com fogo a cada novo corte que der numa região da planta.
Para dividir uma planta, cada parte deverá ficar com, no mínimo, três bulbos, tendo-se o cuidado de não machucar as raízes vivas, que devem apresentar pontas verdes, no verão ou inverno para que o corte possa ser feito em condições ideais.
Orquídeas monopodiais, como as vandáceas, têm crescimento vertical e podem atingir metros de altura. Nesse caso, pode-se fazer uma divisão, cortando o caule abaixo de 2 ou mais raízes e fazer um novo replante.
Se a base ficar com alguns pares de folhas, emitirá novos brotos e seguirá seu crescimento normal.
Os eventuais pseudo-bulbos antigos, mesmo sem folhas deve ser preservados, pois ainda armazenam nutrientes necessários para o desenvolvimento da planta.
Adubação
A fórmula NPK (nitrogênio, fósforo e potássio) deve ser aplicada a cada duas semanas, na proporção de 1 colher (café) por litro de água, durante a primavera e o verão. A adubação pode ser suspensa nos meses do outono e inverno. Uma boa opção de adubação orgânica é a torta de mamona (1 colher de sobremesa por vaso), que pode ser fornecida uma vez ao ano, depois que o sistema radicular estiver bem desenvolvido.
Ventilação e umidade
Por serem plantas epífitas - possuem raízes aéreas -, as orquídeas suportam bem uma brisa suave e contínua, mas deve-se evitar ventos fortes e canalizados. Se as plantas estivem num orquidário, recomenda-se protegê-lo do vento sul, usando um plástico transparente. Ainda por sua característica epífita, as orquídeas preferem mais a falta do que o excesso de água junto às raízes. As regas devem ser feitas apenas quando o substrato estiver seco. Ao regar, uma boa medida é deixar a água escorrer pelo fundo do vaso. Outro detalhe: as orquídeas são plantas adaptadas à condições de umidade do ar relativamente elevadas. Em regiões mais secas, recomenda-se borrifá-las com água periodicamente. Mais uma vez, o que deve prevalecer é sempre o bom senso: para ter sucesso no cultivo de orquídeas, os excessos devem ser evitados. Apesar de gostar de umidade, ventilação e claridade, as orquídeas não suportam ficar expostas diretamente ao vento, sol e chuva. Em jardim elas vão crescer sadias sob as árvores ou até fixadas nos troncos.
Trata-se de uma das mais belas e delicadas dentre as espécies ornamentais para cultivo em vasos no interior dos ambientes. É muito importante saber-se que as Violetas africanas (Saintpaulia ionantha pertencente à família das Gesneriaceae) nada têm a ver com as verdadeiras Violetas (Viola odoratissima pertencente à família das Violaceae). Trata-se de planta delicada com folhas dispostas em roseta com formato levemente arredondado e cobertas por penugem aveludadas geralmente verdes. As flores são belas e abundantes, inodoras, apresentando-se, conforme a variedade, nas cores rosa, brancas, azuis ou mescladas. As Saintpaulia ionantha são bastante fáceis de serem cultivadas a nível doméstico até mesmo pelos leigos pois, para isso bastará seguir as seguintes recomendações:
1. Localizar os vasos em ponto onde haja boa luminosidade natural indireta, de preferência junto a uma janela voltada para o nascente.
2. Regar sempre que necessário, na quantidade suficiente para manter o solo do vaso com umidade regular porém sem encharcamento. As regas devem ser aplicadas com um regador de bico fino diretamente sobre a superfície do substrato (solo do vaso), nunca sobre as folhas, para evitar manchas que não desaparecem e são causadas pela água em temperatura inadequada. Evite-se também molhar através do prato, pois na realidade esse deve permanecer sempre livre do acúmulo de água para que não ocorra a invalidez da drenagem.
3. Verificar sempre as plantas para identificar a ocorrência de cochonilha (que são insetos sugadores na forma de uma massa branca como pequenas bolinhas brancas ou marrons que aparecem no verso das folhas e ou nos brotos) e ou de pulgões. Para combater e eliminar esses tipos de insetos, utilize um cotonete de algodão embebido em calda de fumo que pode ser feito com um pequeno pedaço de fumo de corda picado que se deixa de molho em água durante 24 horas, passado esse período côa-se num pano e mistura-se com álcool em partes iguais. Esse procedimento deverá ser repetido até a eliminação dos insetos, o que geralmente ocorre após a 3ª ou 4ª aplicação.
4. Adubar com fertilizante líquido de fórmula 4-14-8 ou 12-36-14, num intervalo de 15 em 15 dias, adicionando o fertilizante sempre em quantidade mínima – 1 copinho de café por vaso.
5. Quando as flores estiverem murchando deverão ser cortadas, assim como também se eliminarão as folhas secas ou machucadas.
6. A multiplicação pode ser feita através das folhas mais velhas com pecíolo (cabinho) que são colocadas para enraizar em areia e à sombra. Após o enraizamento, quando surgir a brotação das mudinhas na base do pecíolo procede-se o seu transplante para um vaso de barro com substrato composto por 1 parte de terra arenosa e 1 parte de húmus de minhoca.